As filas de espera para atendimentos de psiquiatria, psicologia e acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) estão entre os pontos que deverão ser detalhados pela Prefeitura de Foz do Iguaçu.
O Requerimento nº 601/2026 reúne questionamentos sobre a situação atual da rede municipal de saúde mental, incluindo eventual demanda reprimida, estrutura disponível e medidas previstas para fortalecer a assistência à população.
O requerimento abrange a quantidade e a estrutura dos serviços de saúde mental mantidos pelo Município, entre eles CAPS, CAPS-AD, CAPS Infantil e ambulatórios especializados. Também são solicitadas informações sobre a composição e as condições das equipes que atuam nessas unidades.
Outro dado solicitado é o número de usuários atualmente acompanhados pela rede municipal. O levantamento deverá considerar o atendimento prestado a adultos, crianças e adolescentes.
Mudanças nos últimos 12 meses
A evolução da estrutura de atendimento ao longo dos últimos 12 meses também integra os questionamentos.
O requerimento busca identificar se houve ampliação, reestruturação ou redução dos serviços de saúde mental oferecidos no município.
As informações solicitadas incluem eventuais mudanças nas equipes, abertura de novas unidades, alterações nos locais de atendimento e redução da carga horária dos serviços.
Prevenção e integração com outras áreas
As ações de prevenção e promoção da saúde mental desenvolvidas pelo Município também fazem parte do requerimento. A proposta é obter informações sobre iniciativas realizadas em parceria com as redes de educação, assistência social e outras áreas.
Entre as ações mencionadas estão campanhas, rodas de conversa, grupos de apoio e atividades desenvolvidas nas escolas.
O objetivo é conhecer como essas iniciativas estão estruturadas e de que maneira integram a atuação municipal na área.
Planejamento para fortalecer a rede
O requerimento solicita ainda informações sobre a existência de planejamento para este ano destinado ao fortalecimento da rede municipal de saúde mental.
Entre as medidas consideradas estão a ampliação dos serviços, o reforço das equipes, melhorias na estrutura física das unidades e maior integração com outras políticas públicas.
A justificativa destaca a saúde mental como uma área essencial da saúde pública e menciona situações relacionadas à depressão, ansiedade, uso abusivo de álcool e outras drogas e sofrimento psíquico entre crianças e adolescentes. O texto aponta que essas condições podem afetar pacientes, familiares e a sociedade.
O papel dos CAPS e dos demais serviços especializados também é ressaltado diante da necessidade de acompanhamento contínuo de pessoas em sofrimento psíquico.
O fortalecimento da rede é relacionado à ampliação do acesso ao cuidado, à continuidade do tratamento e à prevenção de internações que podem ser evitadas com atendimento e acompanhamento adequados.
















