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Segurança Pública do Paraná alerta para sinais que antecedem casos graves de violência contra a mulher

Sesp orienta população a reconhecer comportamentos abusivos desde as fases iniciais e reforça canais para denúncias e pedidos de ajuda.

Diário das Águas por Diário das Águas
26 de agosto de 2026
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Agosto Lilás alerta para sinais que antecedem casos graves de violência contra a mulher

Foto: Reprodução.

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A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) alerta, durante a campanha Agosto Lilás, que a violência doméstica contra a mulher costuma se desenvolver gradualmente e pode começar com comportamentos sutis antes de avançar para agressões, crimes sexuais e feminicídio.

Reconhecer os primeiros sinais desse ciclo é uma das formas de buscar ajuda e interromper a progressão dos abusos.

A campanha de agosto é voltada à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. A orientação também é para que familiares, amigos e colegas estejam atentos a mudanças de comportamento e possíveis sinais de que uma mulher esteja vivendo uma situação de abuso.

Violência pode começar de forma sutil

A evolução da violência pode ser representada pela imagem de um iceberg. Acima da superfície aparecem agressões explícitas e crimes graves, enquanto comportamentos abusivos menos evidentes permanecem na parte submersa.

Essa característica pode dificultar que a própria mulher reconheça, inicialmente, que está sendo vítima de violência.

Na primeira fase estão comportamentos associados à naturalização do desrespeito, como atitudes machistas, piadas que desvalorizam as mulheres e situações em que suas opiniões, vontades ou presença são constantemente ignoradas.

O ciclo pode avançar para a desestabilização emocional. Nessa etapa, surgem chantagens e humilhações, além de tentativas de responsabilizar a mulher pelos conflitos e pelas agressões sofridas.

Também pode ocorrer a distorção de acontecimentos com o objetivo de fazer a vítima questionar a própria memória e percepção dos fatos.

Controle e isolamento ampliam situação de risco

Com o avanço dos abusos, o controle pode atingir diretamente a liberdade da mulher. Entre os comportamentos estão a vigilância do celular, das redes sociais e das conversas, além do afastamento gradual de amigos e familiares.

O isolamento reduz a rede de apoio da vítima e pode ser acompanhado de intimidação, aumentando o medo e a dependência em relação ao agressor.

Em uma etapa posterior, a violência passa a ocorrer de maneira mais explícita. Ofensas diretas, ameaças contra a mulher ou seus familiares e perseguições nos locais frequentados pela vítima passam a integrar o ciclo.

Também podem ocorrer danos patrimoniais, como a destruição intencional de documentos, objetos pessoais e pertences de valor afetivo.

A escalada pode chegar às agressões físicas graves, incluindo empurrões, socos e espancamentos, além de crimes sexuais, como estupro, e, no estágio mais grave, ao feminicídio.

Ciclo pode se repetir após agressões

A dinâmica da violência não necessariamente segue uma progressão única. Depois de episódios mais intensos, o agressor pode demonstrar arrependimento, adotar comportamentos românticos e prometer mudanças, período conhecido como fase de “lua de mel”.

Essa trégua pode alimentar na vítima a expectativa de melhora na relação. Posteriormente, porém, os comportamentos abusivos podem retornar, fazendo com que o ciclo seja reiniciado e volte a avançar.

A orientação é para que os sinais sejam observados tanto pela própria mulher quanto por pessoas próximas. Medo, vergonha e insegurança podem dificultar a busca por ajuda, tornando o acolhimento da rede de apoio importante para a interrupção do ciclo.

Onde procurar ajuda

Em situações de intimidação, ameaça ou violência, a denúncia pode ser feita de forma sigilosa em qualquer Delegacia de Polícia Civil. Nos casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190.

O telefone 180 também está disponível para orientações e informações relacionadas à violência contra a mulher.

Via: Mario Akira
Tags: DenúnciaMulheresPrevençãoviolência
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