Na astronomia, as Três Marias brilham alinhadas no céu e ajudam a orientar quem olha para cima. Na política de Foz do Iguaçu, as “Três Marias” da gestão Joaquim Silva e Luna fazem exatamente o oposto: desorientam, acumulam desgaste e puxam o governo para baixo, e isso já virou conversa comum nas ruas, nos bastidores e nas redes.
A analogia não é gratuita. Assim como no cinturão de Órion, essas três figuras aparecem sempre juntas quando o assunto é rejeição popular, crise de gestão e decisões mal explicadas. São elas: Thais Escobar, das Obras; Aline Maicrovicz, da pasta de Transporte e Mobilidade Urbana; e Silvana Garcia, da Educação.
Cada uma, à sua maneira, virou símbolo de um problema maior: a desconexão da gestão com a realidade da cidade.
Na Secretaria de Obras, o que se vê é uma sucessão de intervenções mal planejadas, serviços questionáveis, obras que incomodam mais do que resolvem e uma comunicação quase inexistente com a população. A sensação é de improviso permanente e isso custa caro, política e financeiramente.
No FozTrans, Aline Maicrovicz deixou um rastro de desgaste. Mobilidade urbana virou sinônimo de transtorno, decisões impopulares e ausência de diálogo. Quando a cidade precisava de soluções técnicas e sensibilidade social, recebeu rigidez administrativa e silêncio.
Já na Educação, Silvana Garcia enfrenta talvez o setor mais sensível de todos. Professores insatisfeitos, decisões contestadas, clima de tensão constante e uma comunidade escolar que se sente pouco ouvida. Educação não aceita imposição, exige escuta, construção coletiva e respeito. Quando isso falha, a reação é imediata.
O resultado dessa soma é simples e cruel: essas três pastas concentram cerca de 90% da rejeição que hoje recai sobre o prefeito Joaquim Silva e Luna.
Isso não é dado de pesquisa formal, é percepção pública, termômetro social, conversa de esquina, grupo de WhatsApp e comentário nas redes. Todo mundo já percebeu. Todo mundo, menos ele.
O problema não são apenas as secretárias. O problema é a insistência em mantê-las como se nada estivesse acontecendo, como se a rejeição fosse fruto de exagero, perseguição ou ruído político. Não é. É gestão. É escolha. É teimosia.
Governar também é saber trocar peças quando o jogo não funciona. Ignorar sinais tão claros não é firmeza, é cegueira política.
As Três Marias continuam lá, alinhadas. A pergunta é: até quando o prefeito vai fingir que não vê esse céu carregado sobre a própria gestão?

















































