A Associação Comercial do Paraná (ACP) divulgou, no domingo, 20 de setembro, uma carta aberta à população paranaense em que manifesta discordância da decisão judicial que suspendeu a campanha eleitoral de Deltan Dallagnol.
O posicionamento foi publicado após uma decisão monocrática proferida durante o fim de semana, em meio ao período eleitoral de 2026. A entidade questiona os efeitos da medida sobre a estabilidade das regras eleitorais e o ambiente político e econômico do estado.
A manifestação institucional foi assinada pelo presidente da ACP, Paulo Mourão, e pelo vice-presidente, Henrique Domakoski. No documento, os dirigentes apresentam críticas à decisão e defendem a previsibilidade das normas que regulamentam o processo eleitoral.
Entidade questiona decisão judicial
Na carta aberta, a Associação Comercial do Paraná afirma que a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol contraria a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entidade também sustenta que decisões judiciais dessa natureza podem provocar instabilidade no cenário político e econômico paranaense.
De acordo com a manifestação, a previsibilidade das regras eleitorais é um elemento relevante para a segurança jurídica e para o ambiente de negócios.
A ACP argumenta que intervenções judiciais no processo eleitoral podem gerar incertezas para investidores, empresários e trabalhadores, especialmente quando ocorrem durante a campanha.
As afirmações representam o posicionamento da entidade. A manifestação não apresenta, por si só, uma conclusão judicial sobre eventual incompatibilidade da decisão com a jurisprudência do TSE.
A reportagem publicada pela Tribuna do Paraná não detalha os fundamentos jurídicos da decisão que suspendeu a campanha nem apresenta manifestação do órgão judicial responsável pela medida.
Associação destaca trajetória institucional
Ao justificar a publicação da carta aberta, a ACP menciona seus 136 anos de atuação e faz referência ao legado de seu fundador, o Barão do Serro Azul.
A entidade afirma manter uma atuação apartidária, mas considera necessário manifestar-se publicamente diante de situações que, em sua avaliação, possam afetar o funcionamento do processo democrático.
No documento, os dirigentes defendem que a Justiça Eleitoral deve assegurar a estabilidade e a segurança das regras aplicáveis às eleições.
A manifestação também relaciona a previsibilidade das decisões judiciais à confiança dos agentes econômicos e à organização das atividades empresariais no Paraná.
Carta aberta aborda participação dos eleitores
Além de apresentar críticas à suspensão da campanha, a Associação Comercial do Paraná aborda a participação da população no processo eleitoral.
A entidade faz referência às eleições marcadas para 4 de outubro e destaca o comparecimento às urnas e o exercício do voto como instrumentos de participação democrática.
Na manifestação, a ACP associa a participação dos eleitores à possibilidade de expressão da vontade popular diante de decisões judiciais e de situações de incerteza política.
O posicionamento foi divulgado no domingo, 20 de setembro, e repercutido nesta segunda-feira, 21 de setembro, após a suspensão da campanha de Deltan Dallagnol.
A carta apresenta a interpretação institucional da Associação Comercial do Paraná sobre a medida judicial e seus possíveis efeitos no processo eleitoral de 2026.















