Um abaixo-assinado (AQUI) protocolado por profissionais da educação e membros da comunidade escolar de Foz do Iguaçu expõe uma série de críticas à gestão da Secretaria Municipal de Educação.
No documento, os signatários solicitam ao prefeito a adoção de medidas para garantir uma administração mais participativa, transparente e alinhada às necessidades da rede pública de ensino.
Principais críticas à atual gestão
O documento reúne 16 pontos que, segundo os profissionais, comprometem a qualidade da educação municipal. Entre os destaques estão:
- Metas do IDEB sem pactuação: professores afirmam que a Secretaria descumpriu a Lei Municipal nº 3961/2012 ao definir unilateralmente as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para 2025.
- Desvio de função: professores em estágio probatório teriam sido alocados em funções diferentes daquelas previstas em concurso público, em desacordo com a Lei nº 4.362/2015.
- Falta de docentes: após sete meses do ano letivo, escolas e CMEIs ainda enfrentam déficit de professores e de profissionais de apoio para estudantes com laudo, o que, segundo o texto, compromete o processo de inclusão.
- Corte de projetos: a retirada de livros de Inglês e a redução de turmas em escolas de tempo integral são apontadas como medidas que prejudicaram o aprendizado dos alunos.
- Ausência de avaliações psicoeducacionais: escolas relatam que pedidos de análise para alunos laudados não foram atendidos em diversas unidades.
- Gestão centralizada: decisões importantes teriam sido tomadas sem diálogo com as escolas, como a definição de metas do IDEB e a retirada de materiais pedagógicos.
- Casos de violência escolar: professores citam falta de medidas de prevenção e enfrentamento de situações de violência, furtos e vandalismo nas unidades.
Reclamações sobre conduta institucional
O abaixo-assinado também critica o que considera “enfraquecimento da confiança institucional”. Um dos exemplos citados é o ofício nº 9925/2025 enviado pela Secretaria de Educação ao Conselho Municipal, afirmando que houve pactuação das metas do IDEB com diretores escolares.
Segundo os profissionais, tal informação não condiz com a realidade vivenciada nas escolas.
Outro ponto destacado foi a palestra realizada em 13 de agosto, na qual uma profissional da Rede Estadual teria classificado os resultados do IDEB municipal como “péssimos”, sem reconhecer avanços obtidos pela rede ao longo dos anos.
Solicitação ao prefeito
Ao final do documento, os profissionais pedem que o cargo de secretário(a) de Educação seja ocupado por um professor(a) da rede municipal, com experiência prática e respeito à trajetória local.
O objetivo, segundo o texto, é restabelecer um ambiente de trabalho “saudável, ético e respeitoso”, garantindo valorização dos profissionais e qualidade no atendimento aos estudantes.