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Home Opinião - Artur Jocteel

Uns têm métodos, outros têm princípios

Do deboche no carnaval à crise moral: quando a política e a cultura se voltam contra a família.

Artur Jocteelpor Artur Jocteel
10 de março de 2026
A A
Foto: Ilustrativa gerada com auxílio de IA.

Foto: Ilustrativa gerada com auxílio de IA.

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Ave 2026, ano que promete. Muitos reclamavam de chinelo querendo entrar com o pé esquerdo em 2026 ignorando o óbvio: no Brasil, o ano não começa em primeiro de janeiro, ele começa depois do Carnaval. Isto não é segredo. O brasileiro tem prazer em se sentir o malandro. Muitos trapaceiam o patrão, “matam” trabalho, doam sangue em feriado prolongado para pegar dispensa do trabalho e ainda debatem escala 6×1, 5×2, 4×3, etc., mas isto é assunto para outro artigo.

Quem reclamou das alpargatas há alguns meses, hoje parece que reclamavam por absolutamente nada. Maldito Tiririca que nos enganou dizendo que “pior do que está não fica”, pois fica e muito. Lula, PT, Toffoli, Moraes, Vivi Barci, Lewandowski, Vorcaro, Banco Master, BRB, Resort Tayayá, Fabiano Zettel, Careca do INSS, Frei Chico, Lulinha, Roberta Luchsinger. Estes são degraus de uma escalada onde quanto maiores os escândalos, proporcionalmente ao inverso se agiganta a crise moral e ética do Brasil. É um completo absurdo.

Certamente você já deve saber à que me refiro. Se o ano inicia após o carnaval e o carnaval revelou coisa pior que a campanha publicitária das alpargatas, logicamente estou me referindo à propaganda eleitoral antecipada com uso de recurso público do atual presidente e pré-candidato à presidência do Brasil, Lula, mas te pouparei de leitura prolixa. Falar do que aconteceu na avenida, das repercussões políticas e jurídicas, muitos estão falando e outros tantos falarão. Também não posso querer surfar no hype, sendo que não é esta a minha praia – embora eu seja um exímio palpiteiro. Quero me ater ao que compreendo um pouco melhor.

Sabe quando dizem: “tem método”? É porque tem. Propagandas, planos de governo, gritos de guerra, nomeações, investimentos, Projetos de Leis, Projetos de Emenda à Constituição, e principalmente o ataque às instituições, como a família, e à valores, à ética, à moral tudo isto na mão da esquerda é minuciosamente pensado.

Já percebeu alguém dizendo que para retomar os rumos da nação seria necessário resgatarmos os rumos da educação e da cultura? Para todo e qualquer incauto e imediatista, isto soa como uma tortura, pois quem não suporta assistir um vídeo de um minuto sem estar na velocidade 2x ou assistir uma aula completa sem distrair a cabeça com qualquer outra coisa que seja, como aguentaria sentar-se em uma bela poltrona e ler alguns livros básicos para começar a compreender a sociedade?

Imagina você um conservador assumido dispor do seu precioso tempo para ler “A Sagrada Família, ou crítica da crítica crítica”, ou “A ideologia Alemã”, ou o “Manifesto comunista”. Isto seria uma tremenda tortura! Há quem prefira assistir qualquer ginástica mental sobre Teologia da Prosperidade ou Maldição Hereditária, mas não leria estes livros. Eu já preferiria infinitamente ler tais livros, pois ao saturar a minha paciência, poderia fechar o livro e desintoxicar a mente por uns minutos, mas não poderia fechar a boca do herege “personal training” sem ter que me estressar. Contudo, se você não possui habilidade de lidar com isto, tampouco poderá compreender em um segundo momento o “Tratado de Simbólica”, ou “A Sabedoria das leis eternas”, ou “Análise dialética do Marxismo”. Sem estas leituras minimamente, você poderá ler toda a enciclopédia bíblica, de Gêneses à Apocalipse, que absolutamente nada fará você perceber o nexo causal entre um carnaval e um deboche à família brasileira.

Compreendo perfeitamente quando dizem “você está exagerando”, “não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra”. Reafirmo, compreendo e me compadeço integralmente da ignorância dessas pessoas, mas a realidade não muda e achismo e ignorância alheia não confere autoridade intelectual para argumentar.

A teoria marxista demonstra claramente a fixação platônica de Karl Marx com o sistema social e econômica da época, porém esta fixação é invertida. Como este amor não foi correspondido, Marx simplesmente decidiu atacar tal sistema, já que enquanto “sujeito homem”, marido e pai foi um tremendo falido. Viveu às custas de amigos e foi incapaz de prover as necessidades materiais e afetivas de sua família e em virtude desta incompetência o ataque não se restringiu à sua família, mas direcionou-se à instituição universal da família.

Sempre oriento as pessoas a não tomarem decisões enquanto nutrem raiva, nervosismo ou ressentimento. Marx é a razão; ele, Marx, é a prova da devastação que este ressentimento causa. Como agravante, o orgulho bloqueia o ressentido ao arrependimento de modo a desfazer o estrago causado.

Quando concatenamos o que Marx escreveu desde “A sagrada Família”, até pelo menos o “Manifesto Comunista”, podemos observar quanta energia foi desprendida contra o instituto-família. Marx, fracassado, falido, mal gestor de sua vida, da vida de seus filho e esposa, um claro compulsivo frustrado, refém do fetiche do capitalismo industrial (embora haja o esforço para dizer o contrário) via o capitalismo como seu maior inimigo. É como aquele homem traído que pensa “se ela não ficar comigo, não ficará com mais ninguém. Vou destruir a vida dela” para logo depois partir para o ataque.

Marx desprezou princípios, negou que família fosse um instituto divino simultaneamente natural – por ter sido instituído por Deus e incutido em nós de maneira instintiva. Marx buscou elaborar sua ginástica mental, distorcendo tudo com sofismo requintado, argumentando que família era quase que um subproduto do sistema econômico. Isto é tão desprezível quanto aquele sujeito sem caráter que para atingir a esposa, faz os filhos padecerem a indiferença.

Marx, para afetar o capitalismo, buscou atingir a família, porém em dado momento, o emaranhado sofista se confunde tanto que o inverso passa a ser percebido. Ou seja, não é apenas a família que existe por causa do capitalismo, agora o capitalismo é que existe por culpa da família nos moldes que conhecemos, por isto a acusação e a investida contra o patriarcado, o casamento monogâmico, a feminilidade, o machismo (que tornou sinônimo de crime), a infância, a adolescência, a hierarquia, a liderança, a autoridade, a moral, a propriedade privada. Porque tem método.

Poderia aprofundar e discorrer por horas, mas para evitar que você perca de vez o interesse no final da leitura, vamos costurar isto com o carnaval.

O Brasil está a longas décadas sob plena influência desta mentalidade perversa. Apenas os mais desavisados foram capazes de acreditar e confiar no petismo, mesmo nos primeiros anos de sua trágica gestão. A mentalidade marxista, arraigada no Partido dos Trabalhadores, penetrou todas as camadas da nossa sociedade e hoje vemos reflexo do petismo no futebol, no cinema, na cultura, na arte, na comunicação, nas igrejas, como seria diferente no carnaval? Se Lula, um marxista, cria um partido político, logicamente o partido terá digitais desse ressentimento marxista, se a sociedade, gerida por décadas por este partido ressentido com a família, logicamente a sociedade terá os traços deste ressentimento.

Se o carnaval, é produto da sociedade, que por sua vez sofre fortes influências dessa psicopatia coletiva chamada marxismo e petismo, que tem como premissa o trabalho pelo fim da família, o que se esperar deste carnaval? É como disse Olavo de Carvalho, “o carnaval é a expressão mais genuína da cultura brasileira. É o tempo em que o povo brasileiro se reúne para celebrar a sua própria ignorância e a sua própria miséria”.

Quando a escola de samba Acadêmicos de Niterói resolve colocar em um bloco uma tentativa de debochar da família conservadora colocando-a em uma lata em conserva, algumas provocações me vêm. Primeiro que perco a estima pelas palavras “escola” e “acadêmicos” e quase que isto se torna a nova ofensa brasileira – “Saia daqui seu acadêmico! Vá para escola que te pariu”. Segundamente este deboche discrimina a ampla maioria do Brasil. Mesmo entre cristãos, muçulmanos, judeus, outras religiões e até mesmo entre ateus, é claro que temos famílias retratadas naquele bloco, de maneira pejorativa. Pensem só se em uma situação hipotética a “Escola de Samba Acadêmicos com carteira de Trabalho” resolvesse fazer um bloco debochando de travestis na fila do urologista, ou de “homens” chorando no trabalho com cólica menstrual, ou se um ator fantasiado de Levi Fidelix segurasse uma placa dizendo: “Aparelho excretor não reproduz”. Seria um desespero total. Maria do Rosário a estas horas estaria gritando “mas o que é isso?”, a Erika Hilton estaria perdendo seus cabelos lisos e louros e o Glauber Braga estaria fazendo greve de fome. Se esta escola estivesse homenageando o Bolsonaro no carro principal, ainda teríamos o Kim Kataguiri, o Cristiano Beraldo, o Renan Santos, Amanda Vettorazo e todo o MBL organizando manifestação com o Temer na Avenida Paulista, junto com o PcdoB, PSOL, CUT e MST. Arthur do Val (Mamãe falei) até iria se ele não estivesse na Ucrânia atrás de mulheres pobres e fáceis.

É como vimos as enxurradas na internet dizendo: “zombam da nossa fé, zombam da nossa, família, mas estão de olho no nosso voto”, por isso Lula está preocupado e discursando dizendo que o PT e os petistas devem adentrar às igrejas e se aproximarem de pastores, padres, lideranças e fiéis. Nós somos convenientes a eles, e muitos são coniventes com esta ideologia anticristã. Sambaram na nossa bandeira e sambaram na nossa cara, só falta sambar em cima dos nossos corpos, mas como diz a Bíblia Sagrada, “Fiquem contentes quando forem perseguidos, maltratados e caluniados por serem meus seguidores. Fiquem muito contentes”.

O tiro saiu pela culatra, além de nós, famílias decentes termos tirado de letra esta provocação infestando as redes sociais com imagens de IA, ainda a Escola de Samba foi rebaixada, a popularidade do atual presidente caiu, rejeição aumentou e o oponente, ultrapassou na intenção de votos. A você de família decente precisa compreender que uns tem método, outros tem princípios.

As opiniões expressas neste texto não representam, necessariamente, a posição editorial do Diário das Águas.

Fonte: Artur Jocteel
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Artur Jocteel

Artur Jocteel

Servidor da Segurança Pública, ativista político e líder de movimentos sociais. Atua à frente de iniciativas como a Marcha da Família Cristã pela Liberdade e o Movimento Conservador Estudantil.

Com a palavra, Artur Jocteel

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