O Brasil iniciou 2026 mantendo a obrigatoriedade da vacinação infantil contra a COVID-19, em contraste com diretrizes adotadas por diversos países ao redor do mundo.
A política brasileira passou a ser questionada diante do cenário internacional, no qual a imunização para crianças saudáveis deixou de ser recomendada ou nunca foi adotada de forma compulsória.
Diretrizes adotadas em outros países
Na Europa e em outras regiões, países com sistemas de saúde reconhecidos internacionalmente revisaram suas orientações ao longo dos últimos anos.
Nações como o Reino Unido, a Alemanha, a Suécia, a Dinamarca e a Suíça não adotaram a obrigatoriedade da vacinação contra a COVID-19 para crianças sem comorbidades e, em alguns casos, deixaram de recomendá-la.
Essas decisões ocorreram em contextos variados, independentemente de diferenças econômicas ou estruturais, e refletiram revisões periódicas das políticas públicas de saúde com base na análise de riscos e benefícios para cada faixa etária.
Isolamento brasileiro no cenário internacional
A manutenção da política brasileira tem sido interpretada como um movimento isolado no cenário global.
Especialistas e críticos apontam que não há registro de variantes do vírus mais agressivas para crianças no país nem evidências de características biológicas específicas que justifiquem um tratamento distinto em relação ao restante do mundo.
Nesse contexto, a continuidade da obrigatoriedade levanta questionamentos sobre os critérios regulatórios adotados e sobre o alinhamento do Brasil às práticas observadas internacionalmente.
Autonomia e avaliação individualizada
O debate também envolve a defesa da autonomia médica e familiar. Em diversos países, a condução das políticas de vacinação infantil passou a considerar avaliações individualizadas, levando em conta o perfil de risco de cada criança, em vez de regras universais.
Dados internacionais indicam que países que não tornaram a vacinação obrigatória ou que retiraram a recomendação para crianças saudáveis não registraram impactos sanitários negativos associados a essa decisão, ao mesmo tempo em que buscaram preservar a confiança da população nas autoridades de saúde.
Cobrança por reavaliação da política
Diante desse cenário, cresce a pressão para que o Brasil reavalie sua política de vacinação infantil contra a COVID-19.
O Ministério da Saúde é cobrado a apresentar de forma clara os fundamentos científicos que sustentam a manutenção da obrigatoriedade em 2026.
Na ausência de novas justificativas, defensores da revisão afirmam que o país deveria alinhar suas diretrizes às evidências acumuladas internacionalmente.

















