A desaprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 61%, segundo pesquisa do PoderData divulgada em 25 de março de 2026.
O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de março, com 2.500 entrevistas telefônicas em 132 municípios das 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
A aprovação pessoal do presidente foi registrada em 31%. Trata-se do maior índice de rejeição desde o início do atual mandato, iniciado em janeiro de 2023.
Queda na avaliação do governo
A avaliação do governo federal também apresentou recuo e atingiu o menor nível desde a posse. Segundo os dados, 57% dos entrevistados desaprovam a administração, enquanto 37% aprovam.
A diferença entre aprovação e desaprovação do presidente, que era de 11 pontos percentuais em março de 2024, passou para 30 pontos em março de 2026.
O desempenho do presidente é considerado “ruim” ou “péssimo” por 51% dos entrevistados, aumento de sete pontos em relação à pesquisa anterior, realizada em janeiro de 2026.
Já os que classificam a gestão como “bom” ou “ótimo” somam 26%, enquanto 22% avaliam como “regular”.
Diferenças regionais e perfil de renda
Os dados regionais indicam maior rejeição ao presidente nas regiões Sul e Centro-Oeste, onde a desaprovação atinge 68% em ambas. No Nordeste, a aprovação chega a 40%, e no Norte, a 39%, mantendo o padrão histórico de maior apoio nessas regiões.
Entre os eleitores com renda familiar superior a cinco salários mínimos, a desaprovação ultrapassa dois terços do total.
Fatores políticos e recentes episódios
As oscilações nos índices coincidem com eventos políticos ocorridos desde janeiro. Entre eles, a ampliação de investigações envolvendo o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, incluindo a quebra de sigilo de conversas.
O episódio gerou questionamentos sobre possíveis conexões com integrantes do governo e do Supremo Tribunal Federal.
Também houve repercussão após encontros de Lula com Vorcaro sem registro em agenda oficial e a realização de um evento com autoridades brasileiras em Londres custeado pelo empresário.
Além disso, desgastes na relação com o Congresso Nacional e críticas à condução da política econômica aparecem como fatores associados à percepção negativa entre parte do eleitorado.
Comparação com governo anterior
A pesquisa também avaliou a comparação entre a atual gestão e o governo de Jair Bolsonaro. Para 32% dos entrevistados, o governo Lula é melhor, enquanto 42% consideram pior. Outros 23% avaliam ambos como iguais, e 3% não souberam responder.
Desde janeiro de 2023, a parcela que considera o atual governo superior ao anterior recuou 14 pontos percentuais.
O levantamento foi realizado a pouco mais de seis meses das eleições de outubro de 2026, nas quais Lula deve disputar um novo mandato.
















