O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi e responsável pelo PAR 25, tornou-se o primeiro a ser conectado ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação ocorreu na manhã deste domingo (11), mobilizou dezenas de profissionais e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária.
Uma estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas foi instalada com um guindaste capaz de elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. O trabalho durou aproximadamente duas horas.
A estrutura foi ligada à galeria central do Moegão, que possui 1,7 quilômetro de extensão e mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras levarão os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Com investimento de cerca de R$ 700 milhões, o Moegão centralizará o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios. Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
Capacidade ferroviária
Quando entrar em operação, o complexo poderá elevar para até 24 milhões de toneladas por ano o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no porto. Atualmente, a capacidade é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional previsto é de 63%.
O Moegão terá três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade projetada é de 900 vagões descarregados a cada 24 horas, ante cerca de 550 por dia atualmente.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o complexo mudará a forma de recebimento das cargas destinadas à exportação. Ele também afirmou que o Moegão, o novo Píer em T e o aumento do calado operacional ampliarão a competitividade do porto.
Impacto no trânsito portuário
Atualmente, os vagões são direcionados separadamente aos terminais, o que exige manobras das composições e pode interromper o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de dividir as composições, o número de passagens de nível deverá cair de 16 para cinco. A obra também foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um ramal partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.



















