O Ministério da Educação (MEC) lançou, na última quarta-feira (22), uma nova ferramenta digital gratuita para ampliar o acesso à leitura no Brasil: o MEC Livros.
A plataforma reúne um acervo de quase 8 mil obras literárias nacionais e estrangeiras e passa a integrar o conjunto de iniciativas digitais da pasta, com acesso disponível para toda a população.
O app conta com quase 8 mil obras literárias nacionais e internacionais. São 1,2 mil lançamentos e best-sellers, que poderão alcançar 224 mil empréstimos anuais e 18.600 mensais.
Também são ofertados 3.600 títulos (backlist/longsellers), que podem ser lidos por 1,4 milhão de pessoas anualmente, além de mil obras com empréstimos ilimitados. Traz, ainda, 2 mil obras do acervo do domínio público e de parcerias, que podem ser convertidas em arquivos em PDF para o formato ePub, melhorando a experiência de leitura digital.
O site Domínio Público, lançado em 2004, permanece ativo, com acervo disponível para consulta de imagens, áudios, textos e vídeos.
“O que o governo está fazendo é utilizar a tecnologia para criar oportunidades de a população aprender coisas que a gente não conseguia há um tempo. O cidadão não vai pagar nada, é o governo que vai arcar com os custos desses apps, para ele ler o livro que quiser e aprender. É só se dedicar, ter vontade, porque o MEC está escancarando uma porta para o acesso à educação”, afirma o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as obras disponíveis estão livros de autores reconhecidos mundialmente, como Clarice Lispector, Ariano Suassuna, José Saramago e Gabriel García Márquez, além de títulos premiados com o Prêmio Jabuti.
O acervo também inclui coleções de literatura nordestina e russa, e sucessos editoriais, como Harry Potter, Jogos Vorazes, O Hobbit e Eu Sou Malala.
O app funcionará como uma biblioteca digital, com sistema de empréstimos e acesso a obras em domínio público e possuirá, ainda, conteúdos obtidos por meio de parcerias.
Para ampliar o acervo, o MEC firmou parceria com a Fundação Biblioteca Nacional e está em tratativas com instituições, como a Academia Brasileira de Letras (ABL), a Edições Câmara, o Instituto Mojo e a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe).

















