A Itaipu Binacional e prefeitos dos municípios lindeiros do Lago de Itaipu se reuniram na manhã de quinta-feira (9) para discutir a estruturação de um plano de turismo náutico na região.
O encontro, convocado pelo Conselho dos Municípios Lindeiros, contou com a participação de gestores municipais, técnicos da usina e especialistas internacionais, dentro de um processo já organizado com calendário e metodologia definidos.
Durante a reunião, foram apresentados estudos que identificaram pontos críticos de assoreamento e contaminação em alguns braços do lago. As análises indicam a necessidade de intervenções por parte das prefeituras, especialmente em ações de saneamento e recuperação de matas ciliares.
Carta náutica como base técnica
A elaboração da Carta Náutica foi destacada como um dos principais elementos para viabilizar o uso comercial do lago. A Itaipu mantém diálogo com a Marinha do Brasil para consolidar, em um documento oficial, os dados já coletados sobre a área.
A proposta inclui o mapeamento de profundidades e a identificação de obstáculos submersos, como rochas e galhadas, além de áreas com árvores submersas, consideradas mais complexas para navegação.
O documento deve substituir a navegação baseada em conhecimento empírico por critérios técnicos de segurança, contribuindo para reduzir riscos e estruturar a atividade turística de forma profissional.
Roteiros organizados por nível de prontidão
Especialistas internacionais apresentaram uma proposta inicial de roteiros náuticos classificados conforme o nível de preparo para operação.
Entre os itinerários considerados prontos está a Expedição Paraná-Piquiri, envolvendo Guaíra, Terra Roxa e Mundo Novo, com foco em pesca esportiva sustentável e aproveitamento da experiência de guias locais.
Já o roteiro Conexão Natureza, em Medianeira e São Miguel do Iguaçu, aparece como quase pronto, dependendo de ajustes relacionados ao assoreamento e à implantação de infraestrutura de apoio.
Outros roteiros seguem em desenvolvimento, abrangendo diferentes municípios e propostas que combinam navegação, turismo histórico, contemplação ambiental e experiências gastronômicas.
Infraestrutura e ações ambientais previstas
O plano prevê a implantação de estruturas como píeres, rampas, poitas, calçadas, ciclovias, iluminação, mobiliário urbano e sistemas de vigilância, além de recursos tecnológicos.
Na área ambiental, estão previstas ações de limpeza do espelho d’água, manejo de macrófitas, gestão de resíduos, uso de energia fotovoltaica e melhorias nos acessos viários.
Cronograma de execução
Como próxima etapa, entre os dias 13 e 17 de abril, será realizada a Expedição do Masterplan, com visitas técnicas aos 16 municípios lindeiros para levantamento de potencialidades, projetos existentes e demandas.
Em seguida, entre 16 e 28 de abril, ocorrerão as Oficinas do Masterplan, com reuniões locais para alinhamento técnico e apresentação dos resultados dos estudos.

















