Um projeto piloto do Ministério da Saúde poderá mudar o tratamento de idosos com diabetes em Foz do Iguaçu com a inclusão da insulina glargina no atendimento a pacientes com mais de 80 anos que utilizam insulina pelo Sistema Único de Saúde.
A proposta prevê a ampliação do uso do medicamento, já adotado para pacientes com diabetes tipo 1, para idosos com diabetes tipo 2 nessa faixa etária.
Público previsto
Em Foz do Iguaçu, um levantamento da rede municipal de saúde identificou cerca de 300 pacientes com 80 anos ou mais que utilizam insulina pelo SUS.
A expectativa é de que esse grupo seja incorporado gradualmente ao novo modelo de tratamento, com acompanhamento da rede pública de saúde durante a transição.
Para preparar o atendimento, médicos e farmacêuticos participarão de um treinamento na próxima quinta-feira, dia 19, na Adifi, Instituto dos Diabéticos de Foz do Iguaçu.
A capacitação será voltada à orientação sobre a substituição da insulina NPH pela glargina e ao acompanhamento dos pacientes ao longo do processo.
Adaptação dos pacientes
A mudança exigirá atenção especial da rede de saúde e das famílias, já que pacientes idosos podem apresentar maior dificuldade de adaptação ao novo medicamento.
O secretário municipal de Saúde, Fabio de Mello, afirmou que a incorporação da insulina glargina pelo SUS pode trazer benefícios ao público acima de 80 anos. “É uma única aplicação diária, o que facilita o uso. Porém, neste primeiro momento, é importante que os familiares auxiliem os idosos na adaptação a essa nova tecnologia”.
Cenário local
A Secretaria Municipal de Saúde avalia que, com acompanhamento adequado, a mudança pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, com um tratamento mais seguro e confortável para a população idosa atendida pela rede pública.
Em 2025, mais de 22 mil moradores de Foz do Iguaçu foram identificados com diabetes mellitus, de acordo com dados da Adifi, sem detalhamento entre os casos de diabetes tipo 1 e tipo 2.

















