No encerramento da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, a população de Santa Terezinha de Itaipu foi às ruas em defesa da educação inclusiva e pela manutenção das escolas especializadas.
A caminhada, que reuniu alunos, pais e profissionais, foi um protesto contra um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e uma ação no STF que ameaçam o funcionamento de instituições como as APAEs.
A mobilização local
O ato em Santa Terezinha, que contou com o apoio das secretarias municipais de Assistência Social e Educação, partiu do Paço Municipal em direção à Praça Silvino Dal Bó.
A mobilização buscou dar visibilidade à importância do trabalho realizado pelas escolas de ensino especial e o risco que uma eventual extinção representaria para os alunos atendidos.
O debate nacional e o direito de escolha
A manifestação foi motivada por duas frentes: um projeto de lei federal que propõe a extinção gradual das instituições especializadas em nome de uma política de inclusão total na rede regular, e uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7796) no STF, que contesta as leis do Paraná de apoio a essas entidades.
Organizações como a Federação Nacional das APAEs argumentam que, embora a educação inclusiva seja um direito, a matrícula em escolas especializadas também é uma opção garantida por lei à família, que deve considerar o melhor interesse do estudante. Segundo eles, as propostas em discussão ameaçam esse direito de escolha.