O exercício da atividade de comunicação em Foz do Iguaçu passou a ser investigado pela Polícia Civil após um colaborador do portal Foz na Fita registrar boletim de ocorrência por atentado a tiros e ameaças.
Leonardo Jose relatou que teve o veículo alvejado durante a madrugada em frente à residência onde mora, no bairro Porto Meira, e posteriormente recebeu mensagens intimidatórias com ameaça direta à sua integridade física.
Atentado registrado por câmeras
De acordo com o boletim de ocorrência, Leonardo ouviu estampidos semelhantes a disparos de arma de fogo durante a madrugada, mas não saiu imediatamente para verificar a situação devido ao horário.
Na manhã seguinte, encontrou o automóvel, um Fiat Mobi preto, com duas marcas de tiros, sendo um impacto no lado esquerdo do para-choque dianteiro e outro na porta do motorista.
No local, foram recolhidos dois estojos deflagrados de munição calibre 9 milímetros.
Ao analisar as imagens do sistema de monitoramento da residência, a vítima identificou um homem em uma bicicleta utilizando calça jeans clara, moletom escuro e com o rosto coberto por uma blusa alaranjada.
As gravações mostram o suspeito passando em frente ao imóvel, retornando em seguida e efetuando disparos em direção ao veículo estacionado sobre a calçada externa.
Ameaças por mensagem
O automóvel atingido possui um adesivo de identificação do portal Foz na Fita no vidro traseiro, circunstância que levantou a suspeita inicial de relação entre o ataque e os conteúdos publicados pelo comunicador.
Horas depois do atentado, Leonardo retornou à delegacia para complementar o boletim de ocorrência após receber uma mensagem via WhatsApp de um número com prefixo internacional +595, do Paraguai.
O autor da mensagem, identificado pelo codinome “Coringa”, afirmou que os disparos realizados durante a madrugada seriam “apenas um simples recado”.
A mensagem também continha ameaça de morte, indicando que, caso o profissional mantivesse suas publicações diárias, o responsável pelos disparos “não iria poupar munição” em uma próxima oportunidade.
Investigação em andamento
Os materiais recolhidos na cena do crime, os registros das câmeras de monitoramento e o histórico das mensagens recebidas foram entregues às autoridades policiais.
A Polícia Civil investiga o caso para identificar o autor dos disparos e apurar a origem das ameaças enviadas ao comunicador.





















