O Governo do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), emitiu nesta segunda-feira (10) a licença de instalação da nova pista de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A autorização permite à concessionária Motiva implantar o canteiro de obras e iniciar a execução do empreendimento, aguardado há mais de 30 anos.
A nova pista é projetada para ampliar a capacidade operacional do aeroporto, aumentar as possibilidades de pousos e decolagens e permitir operações internacionais de longa distância sem escalas para reabastecimento.
A concessionária estima investimento de R$ 800 milhões e a geração de mil empregos durante as obras.
Estrutura terá 3 mil metros
Atualmente, o Aeroporto Afonso Pena opera com duas pistas, de 1.800 e 2.200 metros. A nova estrutura terá 3 mil metros de extensão e 45 metros de largura, além de acostamentos pavimentados de 7,5 metros em cada lado.
O projeto prevê plataformas de contenção do jato dos motores nas duas cabeceiras, áreas de segurança de fim de pista e seis novas pistas de táxi para conectar a terceira pista às demais áreas operacionais do aeroporto.
A ampliação deverá reduzir restrições operacionais relacionadas principalmente à altitude do terminal, situado a 911 metros acima do nível do mar. A nova configuração permitirá que aeronaves de grande porte decolem com capacidade máxima de combustível, criando condições para operações intercontinentais diretas.
A estrutura também deverá ampliar a capacidade de movimentação de cargas e as conexões internacionais. O terminal de cargas do Aeroporto Afonso Pena é o maior da Região Sul e o quinto maior do País.
Licença estabelece condicionantes ambientais
A autorização emitida pelo Instituto Água e Terra estabelece condicionantes ambientais que deverão ser atendidas durante a execução das obras.
Entre as medidas previstas estão monitoramento das águas subterrâneas, recuperação de áreas degradadas, gerenciamento de riscos ambientais, controle da drenagem e monitoramento da fauna.
Também deverão ser adotadas ações para gestão dos resíduos sólidos, acompanhamento da qualidade do ar, controle das emissões de poeira e ruído, prevenção de processos erosivos, proteção dos recursos hídricos e mitigação dos impactos decorrentes das intervenções.
Antes de a nova pista entrar em funcionamento, será necessária a emissão da Licença de Operação pelo IAT.
A autorização deverá atestar o cumprimento das obras e das condicionantes ambientais para permitir o início das operações. A partir do começo das obras, a fiscalização será realizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Obras complementares no entorno
Além do investimento previsto pela concessionária Motiva na terceira pista, o Governo do Paraná realizará, por meio de convênio com a Prefeitura de São José dos Pinhais, cerca de R$ 200 milhões em obras complementares no entorno do aeroporto.
As intervenções previstas incluem novas rotatórias, adequações no sistema de acesso e sinalização para dar suporte à ampliação da infraestrutura aeroportuária.
Com a nova pista, o projeto prevê ampliar a movimentação de cargas e as possibilidades de conexões internacionais, além de atender à demanda do setor produtivo de Curitiba, São José dos Pinhais e demais municípios da Região Metropolitana.

















