Naquela crônica que publiquei no Diário das Águas, eu falava das chamadas Três Marias da gestão municipal. Não era poesia nem astrologia administrativa, era diagnóstico.
Três secretárias em áreas sensíveis, três focos constantes de desgaste, três nomes que passaram a simbolizar a dificuldade do governo em lidar com crise, ruído e exposição negativa. O tempo, como sempre, tratou de organizar a narrativa melhor do que qualquer discurso oficial.
A semana foi marcada por uma ampla reestruturação no alto escalão da Prefeitura de Foz do Iguaçu, vendida ao público como “oxigenação administrativa”, mas entendida nos bastidores como aquilo que realmente é: uma tentativa de estancar sangramentos que já duravam meses.
Caíram a secretária de Obras, Thaís Escobar, e a secretária de Mobilidade Urbana e do FOZTRANS, Aline, além do procurador-geral Rafael Arguello. Nenhuma surpresa. Quando cargos passam a acumular mais crise do que entrega, o Diário Oficial apenas formaliza o que a cidade já percebeu.
Das Três Marias daquela crônica inicial, restou apenas uma: Silvana, secretária de Educação. Não porque esteja imune ao desgaste, mas porque toda gestão em crise sempre deixa alguém por último no corredor quando a música para.
A pergunta que circula nos bastidores não é se haverá nova mudança, mas quando e sob qual narrativa. As Três Marias já não formam mais um trio. Viraram uma constelação em extinção, observada por uma cidade cansada, que espera que a próxima “oxigenação” não chegue tarde demais.
















































