O Paraná alcançou a maior taxa de frequência escolar líquida do Brasil no ensino médio em 2025, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O indicador mede o percentual de estudantes que frequentam a etapa de ensino adequada para a própria idade e é utilizado para avaliar o acesso, a permanência e a progressão escolar.
A taxa paranaense passou de 78,7% em 2024 para 86,6% em 2025, um crescimento de 7,9 pontos percentuais em um ano. Com o resultado, o Estado assumiu a liderança nacional no indicador, superando a média brasileira de 80,6%. No ano anterior, o Paraná ocupava a sétima colocação entre as unidades da federação.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que os investimentos em alimentação escolar, modernização das escolas, tecnologia, materiais pedagógicos e melhorias nos ambientes de aprendizagem contribuíram para a permanência dos estudantes na rede de ensino e para o avanço dos indicadores educacionais.
Também segundo o governador, o desempenho acompanha outros resultados obtidos pela educação paranaense nos últimos anos, como a liderança nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a ampliação da oferta de ensino integral e a modernização da infraestrutura escolar.
Anos finais do ensino fundamental
O avanço também foi observado nos anos finais do ensino fundamental, etapa que atende estudantes de 11 a 14 anos e cuja gestão das escolas públicas é de responsabilidade do Governo do Estado.
Nesse segmento, a taxa de frequência escolar líquida subiu de 88,5% para 90,7% entre 2024 e 2025, crescimento de 2,2 pontos percentuais. O resultado levou o Paraná da 14ª para a 8ª posição nacional, ficando acima da média brasileira de 90,1%.
Os dados indicam aumento no número de estudantes frequentando a série compatível com a idade, reduzindo situações de atraso escolar e fortalecendo as condições para a aprendizagem ao longo da educação básica.
Permanência e progressão escolar
A taxa de frequência escolar líquida é considerada um dos principais indicadores da capacidade do sistema educacional de garantir que os estudantes ingressem, permaneçam e avancem regularmente na escola.
Quando os alunos frequentam as séries adequadas à própria idade, aumentam as possibilidades de aprendizagem, conclusão dos estudos e continuidade da formação profissional e universitária. O indicador também está relacionado à redução da evasão escolar, da defasagem idade-série e do abandono dos estudos.
Políticas de incentivo
O avanço da frequência escolar ocorre paralelamente à implementação de políticas públicas voltadas à permanência dos estudantes nas escolas estaduais.
Entre as iniciativas está o programa Mais Merenda, que ampliou a oferta de alimentação escolar, garantindo três refeições por turno aos estudantes. A ação também promoveu melhorias nutricionais nos cardápios, com ampliação da oferta de proteínas, inclusão de novos alimentos e acompanhamento de nutricionistas.
Desde 2019, o Governo do Estado investiu cerca de R$ 2,8 bilhões em alimentação escolar, com diversificação dos cardápios e ampliação da qualidade nutricional das refeições oferecidas.
Outra medida foi a expansão da educação em tempo integral. Em sete anos, o número de escolas com essa modalidade passou de 73 para mais de 400 unidades, ampliando o atendimento em diferentes regiões do Paraná.
Ambiente escolar modernizado
Nos últimos anos, o Estado também ampliou investimentos em reformas, construção de escolas, substituição de estruturas antigas, climatização de salas de aula, modernização de laboratórios e aquisição de mobiliário.
Entre 2019 e 2026, foram investidos R$ 525,7 milhões na compra de mais de 665 mil itens destinados às escolas estaduais, incluindo carteiras, cadeiras, mesas, armários, estantes e equipamentos utilizados em salas de aula, bibliotecas, laboratórios e áreas administrativas.
As ações incluem ainda a instalação de aparelhos de ar-condicionado, melhorias estruturais e adequações dos ambientes de aprendizagem. O secretário estadual da Educação, Roni Miranda, avaliou que a melhoria das condições das escolas contribui para a permanência dos estudantes e para o desenvolvimento do potencial de aprendizagem.

















