A atividade econômica do Paraná cresceu 1,6% entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, conforme dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgados pelo Banco Central na sexta-feira (24) e organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
O resultado, com ajuste sazonal, é o melhor da região Sul, o segundo maior do Brasil e superior à média nacional, que ficou em 1,1%.
Desempenho em relação a outros estados
Na comparação com o trimestre anterior, de setembro a novembro de 2025, o Paraná apresentou o segundo maior crescimento entre os estados analisados.
O Rio de Janeiro liderou com alta de 2,8%, seguido pelo Paraná com 1,6%. Espírito Santo registrou 1,2%, São Paulo 0,9%, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul tiveram avanço de 0,5% cada. No mesmo período, Bahia (-1,6%) e Goiás (-0,1%) apresentaram retração.
Fatores que impulsionaram o crescimento
O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, atribuiu o desempenho às políticas adotadas nos últimos anos e ao ambiente econômico considerado favorável.
Ele destacou o avanço de setores estratégicos, como o comércio, que atingiu em fevereiro o maior nível de vendas da série histórica iniciada em 2000, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.
Entre os fatores apontados estão a atração de empreendimentos industriais, impulsionada por infraestrutura logística e capital humano, além do fortalecimento do mercado de trabalho, com cenário de pleno emprego.
O aumento da produção agrícola e das exportações também contribuiu para o resultado.
Ambiente de negócios e indicadores estruturais
O Paraná também se destaca pela facilidade de abertura de empresas, liderando o ranking nacional de atividades de baixo risco dispensadas de alvarás e licenças, com 975 CNAEs.
Outro ponto citado é a carga tributária reduzida para empresas do Simples Nacional, com alíquota média de ICMS de 2,39%, abaixo da média brasileira de 2,81%.
O IBCR é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2025, a economia paranaense cresceu 2,8%, superando o desempenho nacional, que foi de 2,3%.
O resultado ficou 22% acima da média do País, impulsionado principalmente pelos setores de agropecuária e serviços.
















