Com a proximidade do início do ano letivo, previsto para fevereiro, a Secretaria da Saúde do Paraná reforça a importância de pais e responsáveis verificarem e atualizarem a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes.
A orientação ocorre a menos de 15 dias do retorno às aulas e tem como objetivo proteger os estudantes e toda a comunidade escolar em todo o Estado.
Risco maior no ambiente escolar
O retorno das atividades escolares é marcado pelo aumento da circulação de viroses e pela convivência prolongada em ambientes fechados, o que favorece a transmissão de doenças imunopreveníveis.
Ambientes escolares facilitam a disseminação de agentes infecciosos, como vírus respiratórios, causadores de doenças diarreicas, infecções pneumocócicas e meningites.
A vacinação em dia reduz o risco de surtos, além de contribuir para a diminuição de faltas escolares, internações e complicações graves.
Vacinas disponíveis gratuitamente
Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação contempla 11 vacinas destinadas a crianças e adolescentes, todas ofertadas gratuitamente nas salas de vacinação do Sistema Único de Saúde em todo o Paraná.
Entre os imunizantes disponíveis estão os reforços contra difteria, tétano e coqueluche aos quatro anos, a vacina contra varicela, febre amarela, influenza para menores de seis anos, covid-19 para crianças menores de cinco anos conforme o histórico vacinal, HPV na rotina para adolescentes de nove a 14 anos e na estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos, meningocócica ACWY para a faixa de 11 a 14 anos, além das vacinas contra hepatite B, tríplice viral, dupla adulto com reforço a cada dez anos e dengue para adolescentes de 10 a 14 anos.
Obrigatoriedade e proteção coletiva
Além da proteção individual, manter o esquema vacinal atualizado atende à Lei Estadual nº 19.534/2018, regulamentada por norma conjunta das secretarias estaduais da Saúde e da Educação.
A legislação determina que alunos de até 18 anos apresentem a declaração de atualização vacinal no ato da matrícula ou rematrícula em escolas públicas e particulares que ofertem educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o ambiente escolar concentra grande circulação de crianças, adolescentes e adultos, ampliando o risco de transmissão de doenças.
Ele destaca que a imunização contribui para reduzir contaminações, afastamentos, internações e complicações graves, além de proteger toda a comunidade escolar.
Ações contínuas e foco nos adolescentes
A Sesa também orienta que as ações de educação em saúde voltadas à imunização sejam realizadas ao longo de todo o ano, em parceria entre escolas e secretarias municipais de saúde, com intensificação no início do período letivo.
A partir da pré-adolescência, o calendário prevê vacinas específicas, como HPV e meningocócica ACWY. No caso do HPV, atualmente aplicado em dose única, o Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.
A vacinação contra a dengue segue disponível para adolescentes dentro da faixa etária indicada, com a recomendação de completar o esquema para garantir a eficácia do imunizante.

















