Hoje me sinto como quem afirma que a grama é verde ou que a chuva é composta de água. Infelizmente, vivemos tempos em que o óbvio precisa ser dito. Não é novidade alguma que a esquerda é, e sempre foi, profundamente preconceituosa, violenta e agressiva.
Nas últimas décadas, apenas passou a fingir que defende supostas minorias, jogando migalhas em troca dos votos de pessoas fragilizadas e vulneráveis. Ainda assim, a esquerda brasileira vem superando quaisquer expectativas.
Basta observar os acontecimentos recentes de nossa carcomida e suposta “República” para compreender o modus operandi da militância. Os mesmos que, em determinado momento, dizem defender indivíduos pertencentes a minorias, quando lhes convém passam a ofendê-los com a desenvoltura de quem declama poemas e sonetos.
O caso do Banco Master é exemplar. Nele, a esquerda mostrou que, se necessário, defende com fervor a “elite branca cis”: ministros e esposas milionárias, donos do poder e bilionários.
Ao mesmo tempo, promove linchamento virtual e social contra uma mulher jornalista, apoia que um servidor negro, com trinta anos de serviços prestados, seja “fritado” por conveniência política e faz vista grossa para o saque aos cofres públicos, atingindo aposentados e pensionistas.
Em episódio recente, a jornalista Malu Gaspar, com décadas de carreira e serviços prestados à imprensa, ousou denunciar membros da elite do poder brasileiro, uma elite que, não faz muito tempo, era apontada pela própria esquerda como inimiga. O problema? Os denunciados eram ministros do STF e suas esposas.
Como hoje o Supremo é tratado como aliado político, os canhões se voltaram contra a jornalista: ataques diários, tentativas de destruição profissional, linchamento virtual e social, ofensas machistas e misóginas. O objetivo era cristalino: silenciá-la.
Para quem tem boa memória, convém lembrar que, quando Alexandre de Moraes foi indicado ao Supremo, a esquerda pintava-o como vilão, mafioso e ameaça à democracia. Houve intensa mobilização contra sua nomeação. Hoje, o mesmo ministro é tratado como vítima indefesa da “imprensa má”.
Contratos advocatícios bilionários envolvendo sua esposa — incluindo aquele que seria o maior contrato advocatício da história o Brasil — são explicados como fruto natural de muito trabalho. Os antigos “opressores” tornaram-se cordeiros imaculados.
Não menos grave é o papel do ministro Toffoli no caso Master. Mesmo durante o recesso, manteve-se ativo para impedir que outros se aproximassem do tema. Pegou carona em jatinho particular de bilionário, ao lado de um passageiro curioso: um famoso advogado do Banco Master.
A esquerda, coerente com sua hipocrisia, classificou tudo como coincidência. A culpa, claro, recaiu sobre “mulheres jornalistas fofoqueiras”, que, segundo alguns, deveriam até ser retiradas da profissão. Bilionários e ministros poderosos passam a ser os “oprimidos”; imprensa e críticos, os “opressores”.
A mesma esquerda também aplaudiu o fato de Ailton de Aquino Santos, homem negro e servidor público do Banco Central com três décadas de atuação idônea, ser exposto em uma acareação sem respaldo legal, sentado à mesa com o ex-presidente do BRB e com Daniel Vorcaro, dono bilionário do Banco Master. Tentaram transformá-lo em boi de piranha para salvar a pele de bilionários brancos da elite do poder.
Poderia listar inúmeros outros episódios, mas seria chover no molhado. A verdade é simples: a ideologia que a esquerda carrega não defende absolutamente nada além de si mesma.
Sempre que for necessário massacrar mulheres, negros, a imprensa ou qualquer outro obstáculo ou grupo, assim o fará. E, sempre que precisar defender banqueiros e poderosos para manter seu projeto hegemônico, não hesitará. Nunca se importou com os corpos deixados pelo caminho — literalmente.
Resta uma reflexão a todos que não se alinham à esquerda: até quando permitiremos que esse grupo, de forma falsa e sórdida, continue enganando pessoas ao se autoproclamar superior moral, ungido, benevolente e defensor exclusivo das mazelas do mundo?
É preciso ocupar esses espaços, disputar essas pautas e mostrar alternativas reais aos grupos mantidos como reféns por essa ideologia nefasta.






































