A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu intensifica, ao longo do mês de janeiro, as ações de conscientização sobre a hanseníase nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
As atividades incluem orientações à população, busca ativa de casos suspeitos e visitas domiciliares realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), com foco na identificação precoce da doença e na prevenção de sequelas.
Situação da doença no Brasil, no Paraná e no município
A hanseníase é uma doença infecciosa, curável e com tratamento totalmente gratuito pelo Sistema Único de Saúde.
Apesar dos avanços no controle, a enfermidade ainda permanece presente no país, que ocupa a segunda posição mundial em número de casos detectados, reforçando a necessidade de vigilância permanente e diagnóstico precoce.
No Paraná, foram registrados cerca de 350 casos da doença em 2025. Em Foz do Iguaçu, o município acompanha atualmente 21 pacientes em tratamento, o que evidencia a importância da atenção contínua dos serviços de saúde e do envolvimento da comunidade nas ações de prevenção e cuidado.
Sinais, diagnóstico e tratamento
Os principais sinais e sintomas da hanseníase são manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade, além de dormência, formigamento e fraqueza nas mãos ou nos pés. Diante de qualquer um desses indícios, a orientação é procurar a UBS mais próxima para avaliação.
O diagnóstico e o tratamento são realizados gratuitamente pelo SUS, diretamente nas unidades básicas, com acompanhamento médico e da equipe de saúde.
O tratamento é considerado seguro, eficaz e supervisionado, com duração variável conforme cada caso, sendo fundamental o cumprimento correto de todas as orientações para alcançar a cura.
Convívio social e combate ao preconceito
Durante o tratamento, a pessoa pode manter sua rotina normal, incluindo convívio social, familiar e comunitário, além de trabalhar, estudar e exercer atividades habituais.
A falta de tratamento adequado, por outro lado, pode resultar em sequelas físicas permanentes e favorecer a transmissão da doença para pessoas próximas.
A enfermeira Rosangela Agripino da Silva Martins, da Supervisão técnica do programa IST/Aids, hepatites virais, tuberculose e hanseníase da Secretaria Municipal de Saúde, reforça que a hanseníase tem cura, não exige isolamento e não deve ser motivo de preconceito, destacando que buscar a UBS é um ato de cuidado individual e coletivo.

















