Algo que me chama a atenção é que tudo o que exige responsabilidade requer preparo, conhecimento e competência. Esperamos isso de quem administra uma empresa, conduz uma instituição, pilota uma aeronave ou assume qualquer função relevante. O conhecimento continua sendo proteção contra a manipulação, a demagogia e os improvisos que tantas vezes produzem tragédias.
Vários pensadores afirmaram ao longo da história que “quem não conhece a história torna a repeti-la”. Ao mesmo passo em que há os que desconhecem a história, há homens inteligentes e maldosos, preparados o suficiente para dar o bote em sujeitos ignorantes.
A história está repleta de exemplos. Fascismo, nazismo e stalinismo foram regimes que concentraram poder, monopolizaram a violência e utilizaram a força letal para eliminar adversários, perseguir grupos considerados indesejáveis e impor suas agendas. Mudavam os discursos, mas o mecanismo era semelhante: encontravam um problema real, apresentavam uma solução simples e conquistavam apoio popular para ampliar o poder do Estado.
Um passo adiante, quero lembrar que as propostas políticas sempre são apresentadas através de “jargões”, por causa da facilidade de comunicar com as massas de maneira rápida e precisa. Ou seja, falam o que os cidadãos querem ouvir e do jeito que querem ouvir.
Há um grupo que tem atuado na política de maneira oportunista, o Partido Missão/MBL. Na frente das câmeras são antiaborto, pró-vida, liberais, defendem as garantias constitucionais individuais, moralidade com a coisa pública, transparência, segurança etc. Mas o que encontramos quando cavamos a areia, é o mesmo que encontro quando cavo a areia do gato que eu não tenho. São coisas que nos fazem questionar o limite da imoralidade e insensibilidade do ser humano.
O influenciador Nando Moura encontrou o Engenheiro Léo e passou a gravar alguns questionamentos, acusações, ou seja lá o que for. Em um dado momento o Engenheiro Léo, possuído de ira e descontrolado, desferiu um golpe no rosto do Nando Moura, demonstrando que sua capacidade de dialogar de maneira republicana é negativa e que prefere resolver com o quê? Com violência. A mesma violência que o Estado totalitário monopoliza para cometer suas atrocidades, seu justiçamento. A mesma violência que justificará o “prendeu, matou” que tanto propagam.
Após o ocorrido, o Engenheiro Léo disse em um podcast a seguinte frase: “Enquanto ainda não tiver poder, é tapa na cara; depois é prendeu-matou”. Que ameaça é esta? Que prenúncio estamos tendo? É aviso? É profecia? Temos que aceitar essa ameaça nada velada?
A história mostra esse caminho repetidas vezes. Primeiro são os criminosos, depois os indesejáveis, em seguida os críticos, por fim, os opositores políticos. O que começa como clamor por justiça termina como instrumento de perseguição.
Minha preocupação não é com a defesa do crime. É com a defesa da civilização. Quando líderes políticos passam a tratar a eliminação física de pessoas como solução para problemas sociais, deixam de oferecer segurança e passam a flertar com os mesmos mecanismos que produziram algumas das maiores tragédias da humanidade.
Os episódios envolvendo integrantes do grupo, suas declarações e comportamentos públicos apenas reforçam essa preocupação. A violência, quando transformada em virtude política, deixa de ser exceção e passa a ser método.
Sou entusiasta da participação dos jovens na política brasileira, mas não posso apoiar nem as ideias abstratas do PT Jovem, nem os planos abjetos do MBL. Como sou bem patriota, poderia até escrever o “Livro Verde” contendo a verdade sobre este grupo perigoso e ladeá-lo na estante do meu escritório ao lado do “Livro Amarelo”.

































