O combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, voltou ao centro dos debates na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu.
Por meio do Requerimento nº 311/2026, de autoria do vereador Dr. Ranieri Marchioro (Republicanos), o Legislativo solicita à Prefeitura informações detalhadas sobre o planejamento, a execução e os resultados da aplicação do Método Wolbachia no município.
O documento foi aprovado em plenário e agora aguarda resposta do Executivo.
“O mosquito naturalmente não possui essa bactéria. Alguns exemplares foram liberados em nossa cidade e, ao receberem a bactéria Wolbachia, passam a ter dificuldade para transmitir os vírus da dengue, da zika e da chikungunya. O objetivo é que esses mosquitos se reproduzam com menor capacidade de infectar os seres humanos”, explicou o vereador Dr. Ranieri Marchioro.
Foz do Iguaçu está entre as seis cidades pioneiras na implantação do método, que consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia.
A tecnologia impede o desenvolvimento dos vírus dentro do mosquito, reduzindo a transmissão das doenças.
O requerimento pede informações técnicas e epidemiológicas sobre a aplicação da estratégia na cidade.
Entre os principais questionamentos estão detalhes da execução do projeto, como o número de semanas de liberação dos chamados “Wolbitos”, a quantidade de bairros que já receberam a tecnologia e a possível ampliação para além das 13 regiões inicialmente previstas.
O documento também solicita esclarecimentos sobre o cumprimento do cronograma firmado com o município.
Outro ponto abordado é o monitoramento entomológico realizado em Foz, responsável por medir a presença da bactéria Wolbachia nos mosquitos Aedes aegypti.
O texto ainda requer um comparativo dos casos de dengue, zika e chikungunya registrados nos últimos três anos, diferenciar bairros contemplados pela tecnologia e regiões que ainda não receberam a intervenção.
Segundo o vereador, por se tratar de uma inovação tecnológica com potencial impacto na saúde pública, implementada com recursos públicos e parcerias institucionais de alto nível — entre elas o Governo do Estado, o Ministério da Saúde, a Fiocruz, a Itaipu Binacional e o WMP —, cabe ao Poder Legislativo acompanhar de perto o andamento do projeto em Foz do Iguaçu.
Origem do método
O diagnóstico da presença da Wolbachia no Aedes aegypti é realizado nos laboratórios do WMP Brasil/Fiocruz, por meio de técnicas de biologia molecular.
Após a confirmação do estabelecimento da bactéria nos mosquitos da região, não há necessidade de novas liberações, tornando o Método Wolbachia uma estratégia considerada autossustentável.

















