Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa, assessor da Casa Civil do Governo do Paraná e ex-prefeito de Goioerê, foi um dos alvos da Operação Enigma, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 15 de maio.
Ele é investigado por suspeita de envolvimento em crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal.
Além da atuação na Casa Civil, Beto Costa também ocupou interinamente o cargo de secretário estadual de Turismo em 2024, durante o afastamento de Márcio Nunes.
Investigação aponta movimentações financeiras
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Umuarama apontam que o investigado teria recebido R$ 5,7 milhões de origens não identificadas, sendo mais de R$ 934 mil em dinheiro em espécie.
As apurações também identificaram saques realizados em espécie e por meio de cheques que totalizaram R$ 11,9 milhões, igualmente sem identificação dos destinatários.
Segundo a investigação, os supostos crimes eram praticados por meio de empresas ligadas ao investigado.
O Gaeco informou ter identificado evolução patrimonial considerada incompatível com fontes lícitas de renda relacionadas ao cargo comissionado ocupado.
Mandados e bloqueio patrimonial
Durante a Operação Enigma foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Entre eles estão ordens judiciais em escritórios de contabilidade e mandado de busca pessoal nos municípios de Goioerê e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.
Documentos, anotações e aparelhos celulares apreendidos deverão passar por perícia ao longo da investigação.
O Juízo de Garantias da Vara Criminal de Goioerê autorizou ainda medidas cautelares patrimoniais que somam R$ 21.519.048,52.
As determinações incluem bloqueio de contas bancárias, imóveis, ativos financeiros e apreensão de veículos de luxo vinculados ao investigado.
Exoneração após operação
Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Governo do Paraná informou, por meio da Casa Civil, a exoneração de Beto Costa do cargo comissionado que ocupava.















