O circuito da Garganta do Diabo, no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, ficará fechado por 40 dias a partir desta segunda-feira, 3 de agosto.
A interrupção preventiva foi definida pelo Parque Nacional Iguazú e pela concessionária Iguazú Argentina S.A. diante das previsões de cheia do rio Iguaçu nos próximos meses.
Durante o período, pisos e partes da estrutura das passarelas serão retirados para reduzir o risco de danos provocados pela elevação do nível do rio. As demais atrações do parque argentino continuam funcionando normalmente.
Previsão de cheia
As projeções meteorológicas associadas ao fenômeno El Niño apontam para chuvas acima do normal e possibilidade de aumento do nível do rio Iguaçu nos próximos meses.
“Neste contexto de alta afluência turística, e em função das projeções meteorológicas associadas ao fenômeno El Niño, avançamos em medidas preventivas para resguardar a infraestrutura da área das Cataratas”, informou a Iguazú Argentina S.A.
A concessionária afirmou que a decisão considera análises técnicas e o monitoramento climático e hidrológico da bacia do rio Iguaçu no Brasil.
As projeções indicam volumes elevados para setembro e outubro, com potencial para inundações que podem atingir a infraestrutura do circuito.
O superintendente do Parque Iguazú, José María Hervas, informou que o restante dos atrativos permanece aberto durante a interrupção do acesso à Garganta do Diabo.
Estratégia preventiva
Autoridades e a concessionária afirmam que esta é a primeira vez que o circuito fica fechado preventivamente por um período tão longo.
A estratégia difere da adotada em cheias recentes, quando as equipes aguardavam a elevação do nível do rio para iniciar a retirada de partes das estruturas das passarelas.
Desta vez, a desmontagem ocorre antecipadamente diante das projeções para os próximos meses, com o objetivo de preservar a infraestrutura instalada na área.
Cheia de 2023 destruiu passarelas
A medida ocorre após os impactos provocados pela grande cheia registrada em outubro de 2023. Na ocasião, parte das passarelas da Garganta do Diabo foi destruída depois que a vazão do rio chegou a 24 mil metros cúbicos por segundo, mais de 20 vezes o volume habitual.
Após os danos, o circuito permaneceu fechado por nove meses para reconstrução.
A província argentina de Misiones está entre as áreas apontadas como mais expostas aos efeitos do El Niño e ao risco de cheias nos rios da região.
O governo local também organizou uma estrutura interinstitucional para preparar cidades ribeirinhas e permitir o acionamento de protocolos em caso de necessidade.















