O Consórcio Novo PNI Macuco venceu nesta quarta-feira (12), na B3, em São Paulo, o leilão para administrar os serviços de visitação e conservação da Trilha do Macuco, onde funciona o Macuco Safari, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.
O grupo apresentou uma oferta de R$ 79,9 milhões e terá um contrato de concessão com duração de 15 anos.
A Trilha do Macuco inclui o passeio do Macuco Safari, onde o turista holandês Mark Lensink, de 25 anos, morreu em 28 de julho de 2026.
O consórcio vencedor é formado pelas empresas Construcap, Cataratas S/A e Ilha do Sol, esta última de Foz do Iguaçu e já responsável pela operação do passeio no parque.
A proposta de R$ 79,9 milhões ficou 115,02% acima do lance mínimo de R$ 37,15 milhões estabelecido no edital.
Disputa pela concessão
O Consórcio Passeio do Iguaçu também participou do leilão e apresentou oferta inicial de R$ 56,67 milhões. Como a diferença entre as propostas ficou abaixo de 20%, os dois concorrentes foram habilitados para uma disputa por viva-voz.
Não houve, porém, apresentação de uma nova oferta. Com isso, o Consórcio Novo PNI Macuco foi declarado vencedor. A sessão terminou por volta das 14h30, com a tradicional batida de martelo.
Investimentos de R$ 76,8 milhões
O novo contrato estabelece R$ 76,8 milhões em investimentos obrigatórios para modernização da estrutura, ampliação da acessibilidade e reforço da segurança dos visitantes.
As intervenções previstas incluem a substituição da frota atual por veículos elétricos, ampliação dos espaços destinados ao atendimento do público e implantação de trilhas e ciclovias.
O Macuco Safari recebe, em média, 387 mil visitantes por ano.
Preço máximo deverá cair
Após a conclusão das obras estabelecidas no edital, o preço máximo permitido para o passeio completo deverá passar dos atuais R$ 384 para R$ 300, uma redução superior a 21%.
O contrato também estabelece descontos para moradores dos municípios localizados no entorno do Parque Nacional do Iguaçu.
Além dos investimentos na estrutura, o consórcio deverá destinar 6% da receita operacional bruta a projetos socioambientais e pesquisas voltadas à conservação da Mata Atlântica.
O projeto da concessão foi estruturado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com apoio do Programa de Parcerias de Investimentos e do Ministério do Turismo.

















