O abaixo-assinado lançado pelos profissionais da educação de Foz do Iguaçu, que pede a exoneração da Secretária Municipal de Educação, Sra. Silvana Garcia, ultrapassou a marca de 2 mil assinaturas, o que representa mais da metade do quadro total de aproximadamente 3.200 professores da rede municipal.
O número expressivo escancara a insatisfação generalizada da categoria e demonstra que os educadores estão completamente contrários à forma como a educação vem sendo conduzida no município.
A rede de educação é a maior categoria do serviço público de Foz do Iguaçu, e tamanha mobilização não pode ser ignorada pelo poder público.
Além da condução centralizada e pouco participativa da pasta, os professores relatam também grande insatisfação com a gestão da Diretoria de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação Especial, sob responsabilidade de Aline Bandeira Laufer.
De acordo com os profissionais, a falta de qualificação e experiência para ocupar um cargo de tamanha relevância tem gerado falhas de comunicação, desorganização administrativa e dificuldades pedagógicas, ampliando a sensação de insegurança em toda a rede.
Outro ponto que tem gerado críticas é a postura do SINPREFI, sindicato que representa a categoria. Até o momento, a entidade não se manifestou sobre o abaixo-assinado, que cresce em adesão a cada dia.
Para muitos educadores, o silêncio do sindicato evidencia um desalinhamento com aqueles que deveria representar e defender, gerando um sentimento de falta de representatividade entre os servidores.
O movimento reforça que o cenário é grave e vai além das condições de trabalho dos professores, pois atinge diretamente as famílias e os alunos da rede municipal.
A insatisfação e a descrença na atual gestão podem resultar em danos irreparáveis ao aprendizado e ao desenvolvimento das mais de 30 mil crianças e jovens matriculados.
Caso o poder público não considere de forma urgente o apelo dos profissionais, cresce a possibilidade de paralisações da categoria.
Uma greve neste momento representaria uma situação crítica para a gestão municipal, que já enfrenta cobranças da sociedade em outras áreas.
A paralisação dos professores impactaria a rotina de milhares de famílias e de mais de 30 mil estudantes, criando um cenário de caos administrativo e pedagógico sem precedentes.
Diante desse quadro, o abaixo-assinado não pode ser visto apenas como um documento de reivindicação, mas como um alerta contundente de que a educação municipal chegou a um ponto limite.
Ignorar a voz de mais da metade dos professores é, além de arriscado, um gesto que pode aprofundar ainda mais a crise e comprometer o futuro de toda a rede.
Boa noite!
Parabéns pelo engajamento em discutir a questão, porém ao fruzer o quantitativo em relação ao número de servidores demonstra desconhecer o fato que as 2000 assinaturas não são exclusivamente de professores tornando sua notícia incorreta. Revise essa informação pelos dados de quem formulou a petição e verás que a sua *lide” está incorreta
Agradecemos pela observação encaminhada. Informamos que os dados utilizados na matéria tiveram como base informações disponibilizadas por professores que integram a mobilização. O ponto central da notícia não está restrito apenas à composição exata do número de professores, mas sim ao fato de que o abaixo-assinado já ultrapassou 2 mil assinaturas, o que representa uma adesão expressiva e inédita no contexto da educação municipal.
Ainda que haja servidores de diferentes funções entre os signatários, é inegável que o movimento é liderado, sustentado e representado majoritariamente pelos professores da rede, categoria que constitui o maior quadro do serviço público de Foz do Iguaçu. Portanto, a mobilização expressa de forma clara a insatisfação de quem vivencia diretamente a realidade das escolas.
Ressaltamos, por fim, que o Diário das Águas tem o compromisso de atualizar as informações sempre que dados oficiais forem apresentados pelos organizadores do abaixo-assinado, mantendo a cobertura de forma responsável e transparente. Caso o senhor disponha de dados que comprovem que as assinaturas não correspondem, em sua maioria, a professores, poderá encaminhá-los à nossa redação. A matéria será atualizada, se necessário. Não temos compromisso com o erro, mas sim com o fato.