O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciou nesta segunda-feira (10), em Foz do Iguaçu, a pesquisa pré-liberação dos Wolbitos, mosquitos utilizados na estratégia do Método Wolbachia. O levantamento busca avaliar o conhecimento, a compreensão e a aceitação da população sobre a tecnologia antes do início da segunda etapa de solturas no município.
A nova fase do projeto contempla 28 bairros e deverá beneficiar mais de 140 mil pessoas. A liberação está prevista para começar no fim de agosto e ocorrer durante 26 semanas.
Desde maio, equipes do CCZ realizam atividades informativas e educativas para apresentar o método aos moradores e esclarecer dúvidas. A pesquisa pré-liberação representa a última etapa desse trabalho antes do início das solturas.
Pesquisa avalia conhecimento dos moradores
O questionário busca identificar o que os moradores conhecem sobre o Método Wolbachia, se compreendem o funcionamento da estratégia, se confiam na iniciativa e se consideram que receberam informações suficientes sobre a tecnologia.
A pesquisa será realizada no Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, parte do Morumbi, Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande.
Na quarta-feira (12), uma equipe do CCZ participará de uma capacitação necessária para o início da nova fase de liberação dos mosquitos.
Soltura será realizada durante 26 semanas
A partir do início das liberações, também será realizado o monitoramento em campo para acompanhar o estabelecimento dos mosquitos com Wolbachia nas áreas atendidas.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, capaz de dificultar a transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya. A estratégia é complementar às ações de vigilância, controle do mosquito e eliminação de criadouros.
Os municípios contemplados são definidos pelo Ministério da Saúde, enquanto a implantação ocorre em regiões selecionadas pelo Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, Wolbito Brasil e Secretaria Municipal de Saúde.
Segunda etapa amplia estratégia em Foz
Foz do Iguaçu realizou a primeira liberação de Wolbitos em 2024. Ao longo de 2025, o método alcançou 50% de cobertura da área urbana do município e contribuiu para uma redução nos casos de dengue.
A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.
No ano epidemiológico de 2026, Foz do Iguaçu contabilizou 3.465 notificações de dengue. Desse total, 35 casos foram confirmados e 3.300 descartados. Até o momento, não foram registrados óbitos pela doença no município.
Além da implantação do Método Wolbachia, permanece necessária a participação da população na eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti como parte das ações de controle da dengue.

















