Uma simples pergunta no Instagram, sem metodologia científica, sem margem de erro e sem pretensão de substituir pesquisas eleitorais, acabou revelando algo que a política conhece muito bem: antes de conquistar votos, é preciso vencer a rejeição.
Entre mais de 645 participantes, 65% apontaram Anice Gazzaoui como a pré-candidata em quem jamais votariam para deputada estadual. Valentina Rocha apareceu com 24%, enquanto Yasmin Hachem registrou 11%.
Os números, claro, não representam a vontade de Foz do Iguaçu. Redes sociais não são urnas, seguidores não são necessariamente eleitores e enquetes são retratos de um público específico. Mas ignorá-las também seria um erro.
Porque a política é feita de sentimentos. E a rejeição é um deles.
Existe uma diferença enorme entre ser desconhecido e ser rejeitado. O desconhecido ainda pode se apresentar. Já o rejeitado precisa convencer quem já formou opinião.
E talvez essa seja uma das maiores transformações da política moderna. Antigamente, candidatos gastavam energia para se tornarem conhecidos. Hoje, muitos são conhecidos demais. E a fama, quando vem acompanhada de desgaste, pode ser um fardo pesado.
As redes sociais criaram uma espécie de termômetro permanente do humor popular. Não são institutos de pesquisa, mas revelam emoções, desgastes, simpatias e antipatias. E emoções, gostemos ou não, também votam.
Até porque ninguém ganha uma eleição apenas com quem ama. Mas dificilmente alguém vence carregando nas costas uma rejeição que se transforma em muro.
No fim, toda campanha é uma disputa por corações e mentes. Mas, às vezes, o maior adversário não é quem está do outro lado da urna é a reputação de quem concorre.
É o “jamais” que mora dentro da memória do eleitor.















































