Entre janeiro de 2025 e junho de 2026, a rede municipal de saúde registrou 108.149 agendamentos de exames.
O levantamento aponta que as ecografias e ultrassonografias concentraram o maior volume de procedimentos realizados no período, respondendo por 43.921 agendamentos, o equivalente a 40,6% do total.
Na sequência aparecem as radiografias, incluindo raio X e escanometria, com 24.985 agendamentos, representando 23,1% do total.
As mamografias somaram 10.277 procedimentos, correspondendo a 9,5% dos agendamentos realizados.
Resultados do levantamento
Os demais exames, categoria que reúne procedimentos como espirometria, densitometria e outros, contabilizaram 9.598 agendamentos, ou 8,9% do total. As tomografias e ressonâncias registraram 6.906 agendamentos, representando 6,4%.
Os exames cardiológicos, como eletrocardiograma, ecocardiograma, Holter e MAPA, totalizaram 5.375 agendamentos, equivalentes a 5% do total. Já as endoscopias e colonoscopias somaram 4.188 procedimentos, correspondendo a 3,9%.
Os exames oftalmológicos, entre eles retinografia, tomografia de coerência óptica (OCT) e campimetria, registraram 2.899 agendamentos, o equivalente a 2,7% do total. As três últimas categorias fazem parte de especialidades incorporadas recentemente à rede municipal de saúde.
A diretora do Departamento de Atenção Especializada e Saúde Mental (DIES), Sheila Rodrigues Paião, afirmou que os resultados refletem o trabalho desenvolvido para ampliar e facilitar o acesso da população às consultas e aos exames especializados.
Reorganização das filas
A rede municipal de saúde conta atualmente com 82 filas de exames, com 46.643 pacientes aguardando a realização de procedimentos.
Cinco dessas filas correspondem às antigas listas de espera para consultas ginecológicas dos Distritos Sanitários. Com a reorganização da assistência, todas as consultas passaram a ser centralizadas no Centro de Especialidades Médicas (CEM), por meio de uma fila única municipal.
As filas anteriores permanecem apenas de forma residual, reunindo pacientes que ainda estão sendo localizados por meio de busca ativa, principalmente em razão da dificuldade de contato.
Também foi criada uma fila específica para o serviço de retirada ambulatorial de Dispositivo Intrauterino (DIU). A mudança ocorreu após a capacitação de dois profissionais e a aquisição de novos materiais, permitindo que a maior parte das retiradas seja realizada no ambulatório do CEM.
Segundo a diretora, aproximadamente 90% dos casos são resolvidos nesse ambiente, enquanto cerca de 10% seguem necessitando de encaminhamento para procedimento cirúrgico.
Outra novidade é a criação da fila da Oferta de Cuidados Integrados (OCI) em Oftalmologia.
A medida atende às novas portarias do Ministério da Saúde que instituíram esse modelo de organização da assistência especializada e deverá contribuir para a reorganização do atendimento oftalmológico e para a futura implantação da modalidade no município.

















