Henry Borel passou horrores, mas não foi isso que a juíza analisou ao dar seu veredito.
Ao tendenciar e induzir o julgamento.
Ao fazer malabarismo retórico para utilizar de um instituto jurídico (perdão judicial) num caso em que claramente não faz jus.
A juíza, com um histórico abertamente militante — anos antes já havia dado declarações no mesmo sentido da sentença, mostrando de forma clara que não foi imparcial — abriu a caixa de ferramentas perversa do Feminismo e resolveu perdoar Monique Medeiros por um simples motivo: ser mulher.
Não é sequer uma interpretação pessoal minha. Isso pode ser visto, pode ser lido de forma literal na sentença. Ao invés da imparcialidade, a juíza utiliza de um mar de opiniões e perspectivas pessoais para fundamentar a aplicação do PERDÃO que concedeu à Monique, mãe do Henry.
Monique tinha o dever de cuidar do filho. O mínimo que se espera de uma mãe é que não permita que o filho de 4 anos seja violentado, torturado e morto de forma covarde. Vale lembrar que horas depois do ocorrido a mesma Monique estava em um salão de beleza, talvez tomada pela vaidade de sair bem nas imagens da imprensa que repercutiam o caso.
Para a juíza, em suas próprias palavras, isso seria uma cobrança extrema de uma suposta sociedade patriarcal e machista que cobrou demais da Monique.
Seria uma pressão opressora esperar que Monique não permitisse que o pequeno Henry Borel fosse torturado? Que não entregasse a alma do filho em troca do conforto e do luxo que Jairinho oferecia para ela?
Aliás, disse a juíza, se fosse um homem, ele sequer seria denunciado e condenado. Uma mentira, já que temos diversos outros casos parecidos, com similar repercussão, em que homens e mulheres foram condenados.
A saber, jairinho foi condenado, muito corretamente, a mais de 40 anos. Ele é um homem e foi condenado, diferentemente do que a juíza do próprio caso citou.
Mas a intenção da juíza era “lacrar”. Era mostrar que é moderna, como uma militante declarada do Feminismo e da luta contra a sociedade opressora que é.
Hoje a canetada não foi apenas da juíza. Foi de um movimento perverso, nefasto, baseado em maus sentimentos, em ressentimento, em guerra entre homens e mulheres. O perdão de Monique Medeiros veio do Feminismo.






































