Estamos na semana “zero-um” da campanha eleitoral e tem muito para ser analisado, mas prometo: “serei muito mais sucinto por aqui”.
Um ponto polêmico que observei nos primeiros dias de campanha é a frustração e revolta de muitos eleitores com candidatos que simplesmente se ausentam dos debates nos canais abertos de televisão.
Sabe o que percebo? Que normalmente embarcaremos na narrativa que favoreça o candidato da nossa preferência. Esqueçam que política é um terreno passional. Isso é ciência. Uma ciência multidisciplinar. Uma ciência intencional.
Tanto o candidato que se apresenta para o debate, quanto o que se sai bem, o que se sai mal, o que atua como colega de outro candidato, o que ataca com questões da vida privada do oponente, o que ataca com números e estatística, o que se defende atacando, o que se justifica, todos geram um efeito no eleitor, inclusive o que não aparece no debate eleitoral.
Eu gosto de me fazer de ingênuo e muitas vezes me calar, mas observo a revolta que é gerada na população. Isso acalora o debate político. Esta ciência se vale de estratégia. Uns atacam, outros defendem, outros entram na justiça para participar do debate e outros usam a estratégia de ignorar o convite para o debate. E pasmen, você foi afetado pela estratégia da campanha, querendo ou não.
Enquanto o candidato ausente protege sua vantagem neste primeiro momento (até por que até o fim da campanha o afegão médio nem lembrará que o candidato faltou no primeiro debate) e controla sua imagem, você pode acabar servindo como operário da campanha, uma espécie de multiplicador da estratégia. Pode observar que esta ausência é praticada por quem possui uma certa vantagem dos demais candidatos, mas logo ele aparece, descanse o coração.
Então não se surpreenda, nem simplesmente se revolte com isso. Analise propostas, se alie com candidatos que defenda os princípios constitucionais e as liberdades individuais, convença mais um e vote. Cuide para que ninguém use sua revolta como trampolim.




































