Março, tradicionalmente associado às pautas de valorização das mulheres, também é marcado pela campanha Março Amarelo, dedicada à conscientização sobre a endometriose.
A condição afeta, em média, uma a cada dez mulheres no Brasil e pode provocar dores intensas, além de impactar a vida pessoal, profissional e reprodutiva.
No Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e orienta a população sobre o acesso ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, a doença ainda é cercada por desinformação e muitas mulheres convivem com sintomas sem buscar avaliação médica. “A endometriose representa uma barreira diária que afeta a vida profissional, pessoal e reprodutiva de muitas mulheres. Sentir dor incapacitante não é normal, então, alertamos às mulheres que é possível buscar atendimento na saúde pública”, afirmou.
Rede de atendimento no Paraná
No Estado, a Secretaria da Saúde segue as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose (PCDT). A rede assistencial conta com fluxo definido dentro da Rede de Atenção à Saúde, garantindo acompanhamento em diferentes etapas do diagnóstico e do tratamento.
A orientação para quem apresenta sintomas ou precisa de avaliação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência, desde que esteja cadastrada no local. A partir do atendimento inicial, a paciente pode ser encaminhada para acompanhamento com médico ginecologista.
O tratamento é definido conforme cada caso e pode incluir abordagem clínica, procedimentos cirúrgicos ou a combinação das duas estratégias, sempre seguindo os critérios estabelecidos pelo protocolo nacional.
Sintomas e diagnóstico
A endometriose ocorre quando o endométrio, tecido que normalmente reveste o interior do útero, passa a crescer fora dele, podendo atingir outros órgãos.
Entre os principais sinais de alerta estão cólicas menstruais intensas e incapacitantes, dor pélvica fora do período menstrual, dor durante a relação sexual e desconforto ao evacuar ou urinar, especialmente durante a menstruação.
Além das dores, a condição também é considerada uma das principais causas de infertilidade entre mulheres em idade reprodutiva.
O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames de imagem. Entretanto, a identificação da doença muitas vezes demora a ocorrer, já que a dor menstrual costuma ser naturalizada socialmente, o que pode levar muitas mulheres a não procurarem atendimento especializado.
A campanha Março Amarelo busca ampliar a informação sobre a doença e incentivar a procura por diagnóstico e tratamento adequados, reforçando a importância do cuidado com a saúde feminina.













