Moradores de Foz do Iguaçu já podem se inscrever na edição 2026 da campanha Meu Pai Tem Nome, promovida pela Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR).
A iniciativa oferece atendimento gratuito para reconhecimento voluntário de paternidade e inclui Foz entre os municípios que receberão um mutirão presencial no dia 31 de julho.
Atendimento em Foz
Em Foz do Iguaçu, o mutirão será realizado na sede da Defensoria Pública no dia 31 de julho, das 13h às 17h.
O atendimento faz parte da campanha nacional coordenada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), que busca ampliar o acesso ao reconhecimento de paternidade para crianças, adolescentes e adultos que ainda não possuem o nome do pai na certidão de nascimento.
As inscrições foram abertas nesta quarta-feira (22) e podem ser feitas pela plataforma Luna (AQUI).
Para participar, basta acessar o sistema e informar “Meu Pai Tem Nome” no campo de solicitação para ser direcionado ao formulário específico da campanha.
Reconhecimento gratuito
O serviço contempla pedidos de reconhecimento por vínculo biológico ou socioafetivo. Nos casos em que houver necessidade, a Defensoria Pública disponibiliza exames de DNA por meio de laboratório conveniado, sem custos para as famílias.
Também é possível solicitar exame pós-morte, desde que dois parentes diretos do suposto pai forneçam voluntariamente material genético.
Além da regularização da documentação necessária para o reconhecimento de paternidade, o atendimento garante a emissão gratuita da segunda via dos documentos em cartório relacionados ao procedimento.
Após a conclusão do processo, a Defensoria também presta orientações sobre paternidade responsável e direitos de crianças e adolescentes.
Dados do Paraná
Segundo o Painel Pais Ausentes da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), o Paraná possui atualmente 72.972 pessoas sem o nome do pai na certidão de nascimento.
O programa Reconhecendo Direitos, desenvolvido pela Defensoria Pública do Paraná, já atendeu mais de 4 mil casos no estado, enquanto a campanha Meu Pai Tem Nome soma mais de 33 mil atendimentos em todo o Brasil desde sua criação.
O atendimento pode ser solicitado também por pessoas com mais de 18 anos que não tenham o reconhecimento paterno. A campanha não contempla casos de negativa de paternidade.
















